Primeiro vírus para IBM PC: 40 anos do Brain
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- Silva Filho, J∴
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Em 1986, o mundo da computação pessoal mudou para sempre com o surgimento do primeiro vírus para IBM PC, conhecido como Brain.
Imagine-se em 1986. O ambiente de computação era um lugar de descobertas puras, quase artesanais. Para nós, da velha guarda digital e da escovação de bits, a memória é vívida: o som rítmico do drive de 5,25 polegadas lendo um disquete flexível, o brilho fosforescente dos monitores monocromáticos e a sensação de controle total sobre a máquina. Naquela época, o computador era uma ilha. Não existia internet comercial, Wi-Fi ou nuvem. Para que um software chegasse até você, ele precisava viajar fisicamente, passando de mão em mão, em caixas de papelão ou envelopes de papel pardo. Era uma era de confiança mútua, onde "compartilhar" significava emprestar um disquete para um colega de faculdade ou vizinho.
Nesse cenário de isolamento físico, a ideia de um "mal invisível" que pudesse saltar de uma máquina para outra parecia roteiro de ficção científica barata. O computador era visto como uma ferramenta lógica e infalível; se algo desse errado, a culpa era invariavelmente do hardware ou de um erro de digitação do usuário. Não existia o conceito de "ameaça externa" operando dentro dos seus próprios circuitos. O usuário médio de um IBM PC ou de um compatível da linha Prológica, por exemplo, sentia-se o mestre absoluto de seu ecossistema.
Essa percepção de segurança foi estraçalhada há exatamente 40 anos. O surgimento do vírus Brain não foi apenas um marco técnico, foi um golpe psicológico na cultura da computação pessoal. Ele provou que o código, uma vez liberado, ganha vida própria e não respeita fronteiras geográficas. O que começou como uma tentativa de dois irmãos paquistaneses de protegerem seu sustento contra a pirataria física, acabou por revelar uma vulnerabilidade inerente à própria arquitetura dos PCs.
Microdigital TK3000 IIe: 40 anos do ícone da computação nacional
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Yoshihisa Kishimoto: O adeus ao pai do gênero Beat 'em Up
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- Silva Filho, J∴
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O mundo dos games está em luto com a partida de Yoshihisa Kishimoto, o visionário criador de franquias icônicas como Double Dragon e Kunio-kun. Ele nos deixou no último dia 2 de abril de 2026, aos 64 anos. A notícia foi confirmada por seu filho, Ryūbō Kishimoto, e ecoou profundamente entre colecionadores e entusiastas do retrogaming. Kishimoto não foi apenas um desenvolvedor; ele foi o homem que desenhou o mapa para o gênero Beat 'em Up, transformando a violência urbana em uma forma de arte interativa.
E.T.: uma visão moderna da Tecnologia e da Biologia
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- Silva Filho, J∴
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| Imagem: Universal Prime Video |
Há obras que permanecem culturalmente intactas ao longo das décadas, não porque resistem a toda forma de análise, mas porque continuam capazes de dialogar com públicos diferentes em momentos distintos da vida. E.T. – The Extra-Terrestrial (1982) é um desses casos. Assistido na infância, o filme se apresenta como uma narrativa de empatia, alteridade e afeto. Mas, recentemente, resolvi assistir novamente esta obra de Steven Spielberg, e percebi o quanto um repertório técnico e científico mais amplo leva a outras formas de percepção e de reflexão: não estética, não emocional, mas biológica e tecnológica.
O filme é encantador, e permanece exatamente o mesmo. Porém, o que mudou fui eu, o observador, e levando-me a confrontar a representação ficcional de uma espécie alienígena com critérios conhecidos de biologia funcional, cognição simbólica e produção de tecnologia cumulativa. Eu ainda gosto do filme, mas a visão encantadoramente inocente e infantil desapareceu no conhecimento.
🎉 Dick Van Dyke – Um século de sorrisos, música e... Supercalifragilisticexpialidocious!
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- Silva Filho, J∴
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Neste 13 de dezembro de 2025, o mundo inteiro tem um motivo a mais para sorrir (e talvez até arriscar alguns passos de dança desajeitados na sala de estar): Dick Van Dyke completa 100 anos. O homem que nos ensinou que um tropeço bem feito pode render mais aplausos que um salto perfeito alcança uma marca histórica e invejável.
15 de agosto - dia da Informática
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O Dia da Informática é celebrado em 15 de agosto e marca o dia em que o ENIAC foi formalmente apresentado ao público em 1946. O nome ENIAC deriva diretamente das palavras que descrevem sua funcionalidade: computador eletrônico integrador de operações numéricas. Esta denominação reflete o propósito do projeto como máquina voltada para cálculos numéricos complexos com alta velocidade e precisão.
O retorno da revista COMPUTE!'s Gazette
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- Jaldomir S∴ Filho
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A lendária publicação norte-americana COMPUTE!'s Gazette, ícone absoluto da era de ouro da computação doméstica nos anos 1980, está de volta. Com um projeto editorial renovado, mas fiel às suas origens, a revista retorna em versão digital, trazendo aos leitores o melhor da retrocomputação voltada ao ecossistema Commodore, em especial o inconfundível Commodore 64.
Publicada originalmente nos Estados Unidos pela COMPUTE! Publications, a COMPUTE!'s Gazette surgiu em 1983 como um desdobramento da revista COMPUTE!, com foco específico na linha Commodore, que na época reinava absoluta entre os micros pessoais domésticos. A Gazette ficou famosa por trazer não apenas notícias e resenhas, mas também artigos técnicos avançados, análises de hardware, dicas de programação em BASIC e Assembly, e, sobretudo, listagens de programas completos que os usuários digitavam diretamente em seus computadores.
Quando a ficção científica ignora a ciência
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- Silva Filho, J∴
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Ao longo da história da ficção científica, obras-primas variaram entre dois polos criativos: de um lado, aquelas que se esforçam em manter verossimilhança com o conhecimento científico vigente, como Star Trek, que antecipa tecnologias exóticas com base teórica plausível; de outro, aquelas que se apoiam em alegorias ou estruturas mitológicas travestidas de ciência, como Duna, de Frank Herbert.
ZX Spectrum Next Issue 3: o futuro do passado, à sombra da realidade brasileira
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- Silva Filho, J∴

O ZX Spectrum Next é a mais sofisticada reinterpretação do computador que marcou a história britânica da microinformática nos anos 1980. Concebido com base no modelo original de 1982, o Next utiliza um FPGA moderno (Artix-7) para reconstruir com precisão o funcionamento da ULA e do processador Z80, combinando compatibilidade com software legado e suporte a novos desenvolvimentos.
Em sua terceira e última campanha de financiamento coletivo, iniciada em 19 de julho de 2025, via Kickstarter, o projeto atingiu 100% da meta em menos de sete minutos. A meta inicial de £250.000 foi ultrapassada por um público majoritariamente europeu. No entanto, para o Brasil, a realidade é outra.








